Em dezembro fomos para o paraíso de Trindade no Rio de Janeiro, a última praia de São Paulo ou a primeira do Rio, depende de onde você vem. Saimos da capital de São Paulo de madrugada, lá pelas 4h00 da manhã e por longas 5 horas dirigindo pelo caminho que passava pelas belas praias de Ubatuba percorremos, os quase, 290 km de estrada.
Não digo que não foi cansativa a viagem, mas ao chegar lá você perceberá que vale a pena.
Quando o GPS alertar que você está próximo à Estrada de Trindade dirija moderadamente para não perder a entrada, porque é um estrada de terra bem estreita e talvez você não a veja. A aventura começará nesta estrada que também é conhecida com a Serra do Deus Me Livre e é com esse nome convidativo que você deverá subir uma estrada íngreme, estreita e **tchãn nã** de mão dupla. NÃO SE DESESPERE, VAI DAR TUDO CERTO, DIRIJA COM PRUDÊNCIA E PACIÊNCIA, O PARAÍSO JÁ ESTÁ LOGO ALI.
Quando chegamos no centro de Trindade, composto por uma única rua principal, encontramos nossa hospedagem, a Pousada do Pelé, lá tem estacionamento, ar condicionado e ventilador nas acomodações, o quarto é espaçoso e da varanda dá para ver o mar, porque ela é pé na areia.
O atendimento é bem familiar, deixam usar a lavanderia e varal para lavar e secar as roupas sem custo adicional, além do café da manhã estar incluso e ser de primeira. Tivemos a sorte de conhecer o Pelé, dono do estabelecimento, ele é um senhor super atencioso e prestativo, nos explicou como deveríamos fazer para chegar aos pontos turísticos e nos recomendou que fizéssemos TUDO a pé e assim o fizemos. Diária com café R$ 270,00 o casal.
Caso você seja uma pessoa mais roots (aprendi esse termo com o meu namorado mochileiro), ou seja se for desapegado, gosta de conviver diretamente com a natureza e não tem problema em passar alguns perrengues, lá existem campings para quem tem barracas, desse modo o hóspede poderá usar o banheiro, mesas, cadeiras e área para fazer lanches e almoços. Diária em média R$ 30,00.
Aprendemos que Trindade é composta por 6 praias: Praia Brava, Praia do Cepilho, Praia de Fora, Praia dos Ranchos, Praia do Meio, Praia do Cachadaço.
Nossa pousada estava na Praia dos Ranchos, uma boa localização por estarmos perto dos restaurantes e ao mesmo tempo perto dos pontos turísticos.
No dia seguinte fomos fazer a trilha para as Piscinas Naturais do Cachadaço, eu recomendo que quando forem lá, levem tênis nos pés, repelente, protetor solar, chapéu e não deixem o corpo todo exposto, porque a subida é dura, não existe uma escada que te leva às piscinas, mas raízes de árvores que você precisa escalar, fui de chinelos e escorreguei bastante, é uma aventura e tanto. Para quem não curte tanta adrenalina existe um barco que sai da Praia do Meio e te leva em 5 minutos para lá e a mesma coisa acontece na volta, você pode optar por refazer a trilha ou pegar o barco, nós pegamos o barco para retornar, estávamos exaustos. Barco ida e volta R$ 20 por pessoa.
Quando chegamos nas Piscinas Naturais foi uma sensação de descoberta muito boa, a água era cristalina e os peixes nadavam ao nosso redor, foi muito interessante. Lá é possível alugar snorkel de mergulho e capas à prova d'água para celulares, caso queiram registrar os momentos. Aluguel de Snorkel R$ 10 por pessoa.
À tarde fomos almoçar em um dos restaurantes e nos espantamos com os valores, além da música ao vivo em todos os lugares e da qualidade da comida, sério, aquele lugar é o máximo. Média de R$ 20,00 o prato de arroz, feijão, salada, carne/peixe/frango, fritas e farofa.
Um dia antes de voltarmos, fizemos a trilha para a Pedra que Engole, estava muito calor e a trilha foi bem difícil, muito mais íngreme que a outra, mas foi bem legal, uma experiência muito válida, depois de uns 45 minutos caminhando, finalmente chegamos à famosa pedra. Você se senta na abertura da pedra e a correnteza da água te empurra por baixo dela, levando você ao outro lado, segundo meu namorado, porque eu não tive coragem de entrar, sou muito medrosa. Depois disso fomos descendo a trilha e encontramos umas outras pedras com menos gente e tiramos fotos incríveis e achamos um "escorregador natural", foi muito divertido.
Depois do passeio voltamos à pousada, descansamos e fomos para a praia em frente, ficamos lá pulando as ondas e relaxando, pensando na vida e em como aquele lugar era maravilhoso.Nós conhecemos uma moça aqui de São Paulo, ela largou tudo para literalmente vender arte na praia e ser uma pessoa declaradamente feliz, fiquei impressionada como ela era desapegada e simples, disse que adorava viver ali e que aquela vibe era o melhor de se viver ali.
Conhecemos um outro artesão, o Vitinho, também de São Paulo, um mochileiro e aventureiro que quer rodar pelo Brasil num fusca, o cara tem uma energia super positiva e as bijus dele são lindas, ele vende colares de pedra e explica o significado, conta a história e te faz ficar encantado com Trindade.
Eu não vejo a hora de voltar para Trindade e aproveitar tudo de novo.





Realmente Trindade é um paraíso.
ResponderExcluirA cultura de todos de lá é a do protecionismo à natureza exuberante de lá.
Infelizmente só discordo de você quando diz que ao se aventurar nos campings de lá estará sujeito à perrengues. na verdade se você tiver uma boa estrutura como barraca, Cama inflável, acessórios para camping de qualidade. A experiencia acaba sendo até mais prazerosa que em pousadas. pois se tem um maior contato com a natureza. podendo inclusive dormir sob o maravilhoso barulho do mar.
Quanto ao Vitinho, também tive a oportunidade de conhecer e lhes digo que é um amigo que trouxe pra minha vida, Tanto ele quanto a Rafa. Pessoas maravilhosas que também tive o prazer de conhecer
Olá Bruno, como vai?
ExcluirObrigada por mandar suas opiniões, fico imensamente feliz por participar da postagem.
Quanto ao que eu disse dos perrengues, isso é só um modo de falar que a pessoa deve estar preparada para tudo, o calor, insetos, uma imersão mais aprofundada com a natureza, algo bem mais radical do que estamos acostumados no dia a dia.
Sempre que quiser vir ler as publicação e comentar algo, venha. Sinto-me bastante feliz quando interajo com os leitores.
amei conhecer vcs família, lindo trabalho de compartilhar com todos o conhecimento que adquire de cada lugar! muita paz e amor família
ResponderExcluirNós que temos que agradecer por ter transmitido tanta alegria e paz naquele dia.
ExcluirVitor pieve e voce??
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